14/04/2012
O guardião do rio / O medo que o General não tinha
Como funciona esta temporada? São dois espectáculos separados em espaços separados. Não se preocupem, não estamos em processo de divórcio, é mais "dividir para reinar". Os bilhetes são apenas para uma peça, mas se gostarem de maratonas culturais podem comprar dois bilhetes e assistir às duas peças numa só noite (de salientar que as peças não são continuação uma da outra). Mesmo sendo em espaços diferentes uma peça só começa quando acaba a outra.O preço dos bilhetes é de 5€. Claro que quem quiser ser simpático pode comprar o bilhete de 7,5€. O Numero das reservas é o 96 163 13 82. E para quem ainda não percebeu, isto é quase como no cinema, duas salas, dois espectáculos. Sem nada a relaciona-los. Pipocas não temos... Venham daí mais dúvidas!
“O Medo que o General Não Tinha” tem texto Ricardo Alves e Rodrigo Santos, encenação de Ricardo Alves e interpretação de Rodrigo Santos, e estará em cena de 12 de Abril a 6 de Maio às 22h46.
“Policia Internacional e de defesa do Estado
Posto de Vigilância de Beja
Relatório semana Nº 15/61-s-r
Ervidel-Aljustrel
Excelentíssimo senhor
De harmonia com o determinado superiormente, tenho a honra de relatar a V.Exª. o seguinte:
Manuel Alexandre Rita Ribeiro, solteiro, ceareiro, nascido a 24-7-915, na freguesia de Ervidel, concelho de Aljustrel, filho de Manuel Alexandre Ribeiro e de Ana Bárbara Rita, residente em Ervidel. Este indivíduo manifestou-se abertamente a favor de Humberto Delgado, quando da última campanha eleitoral para Presidência da República. Na passagem do candidato da oposição por Ervidel, o Manuel Alexandre Rita Ribeiro foi dos que mais entusiasmo revelou, tendo chegado a atirar-se para cima do carro em que o candidato seguia. Foi referenciado no relatório semanal confidencial nº 1361-s.-r., de 1 do corrente, apenas como Manuel Alexandre.
A BEM DA NAÇÃO
O CHEFE DO POSTO
Gentil Garcia de Coelho
Chefe de Brigada”
Em Portugal tivemos um general que não teve medo. Hoje parecemos viver no medo. Do general ficou-nos a memória, o nome em algumas praças e fotos. As fotos do general, emoldurado por uma multidão, provam que este não foi apenas um fenómeno de um general sem medo, foi um momento em que se acreditou não ser necessário o medo. Foi um pequeno impulso propulsor que nos libertou. Depois o tempo passou, assaltaram o paquete de Santa Maria, em Abril passearam os cravos, chegamos à Europa e ao novo século.
Do general ficou-nos a memória e o nome em algumas praças.
“A vida está dependente de coisas pequenas. São importantes as conjunturas, as opções do plano e os pactos de instabilidade sem crescimento, claro. Mas as coisas pequenas… O que seria a vida sem a amizade e sem a poesia. Mas importante mesmo são as coisas pequenas. Os parafusos por exemplo, são importantes. As coisas cairiam se não estivessem aparafusadas. Tudo se mexeria e sairia do sítio, não haveria sossêgo. Mas vida está mesmo dependente é das coisas realmente pequenas. Muito pequenas mesmo. Como as endorfinas. O mais famoso dos neuro-hormónios produzido pela glândula hipófise e que nos provoca uma sensação de prazer” E este é um espectáculo sobre as endorfinas e a nossa necessidade de sermos felizes. O tentar perceber se o que causa a libertação da endorfinas é importante ou se apenas é importante que elas sejam libertadas. O guardião, fechado no seu posto de trabalho junto ao rio, equidistante das duas aldeias próximas da barragem, conta a sua história e as histórias dos seus tios, os antigos guardiães. Porque a profissão de guardião do rio passa de tios para sobrinhos, deveria ser de pais para filhos mas, como é sabido, quem abraça a profissão de guardião do rio não abraça mais nada.
27/03/2012
Hoje é dia mundial do teatro. Como tudo na vida tem o lado bom e o lado mau. Mas como estamos todos fartos de tristezas, fica aqui o anuncio do regresso da Palmilha ao palco do Helena Sá e Costa. E temos dose dupla com a estreia d´"O medo que o general não tinha" e a reposição do "Guardião do rio". Isto a partir de 12 de Abril. Os detalhes ficam para amanhã! Assim como assim, hoje, é dia de festa...
18/01/2012
08/01/2012
Dimas e Gestas
Um musical para crucificados
de 20 de Janeiro a 19 de Fevereiro
terça a domingo às 21:46
Dimas, o bom ladrão, e Gestas, o mau ladrão, aguardam a chegada de um terceiro elemento que se adivinha que virá pois há um espaço livre entre as cruzes onde os dois estão crucificados. Enquanto aguardam, as personagens vagueiam pelas memórias da sua vida, pelas opções que tomaram e pelas oportunidades que perderam. Afinal como chegaram ao Gólgota?
Segundo o evangelho de Lucas, Cristo foi crucificado no meio de dois ladrões ou malfeitores: “E também conduziram outros dois, que eram malfeitores, para com ele serem mortos.
E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. […] E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?
E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.
E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.
E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.”
Mas será que esta é a verdadeira historia? Claro que não. À luz das mais recentes evoluções da psicologia forense acreditamos que Dimas era na verdade um malandro, bem disposto é certo, um bom malandro, mas não seguramente um bom ladrão. Era um pintas. Um mentiroso compulsivo. Aliás, quem senão um oportunista diria a Cristo: - “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” Já o pobre do Gestas mais não era que um pai de família que fruto de um desemprego prolongando e da perseguição da usura a que foi obrigado a recorrer, mais solução não teve que enveredar pela profissão de ladrão. Ladrão de pouca monta, ladrão de pão. Não foi blasfémia, foi suplica sentida: - “Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.”
29/12/2011
http://soundcloud.com/palmilha-dentada/pedras-calhaus-pedregulhos
Dimas e Gestas
Um musical para crucificados
Em Janeiro no Helena Sá e Costa
Dimas e Gestas
Um musical para crucificados
Em Janeiro no Helena Sá e Costa
29/09/2011
16/08/2011
26/06/2011
04/06/2011
21/05/2011
30/04/2011
04/01/2011
Divulga!
Palmilha Dentada procura colaboradores!
Copie o cartaz para o seu computador - desenhe - imprima e cole num café perto de si - posteie no facebook, blog, tweeter, enfim... - ao melhor cartaz um prémio - aos outros a nossa eterna gratidão.
Os Palmilhium Dentadus são uma espécie em vias de extinção ainda não protegida pelas entidades competentes. Vamos todos juntos salvar a Palmilha Dentada. Cole cartazes (em papel reciclado com tinteiros recarregados) e se vir uma fêmea da espécie em idade reprodutiva avise os nossos serviços. Eternamente gratos.
03/01/2011
Datas e locais!
Todas as Terças no Forum de Vila Real, às Quartas no Tertúlia Castelense e às Quintas nos Maus Hábitos. Estreia a 12 de Janeiro às 22:02.
De volta ao café-teatro!
"Alforrecas Sociais"Encenação Ricardo Alves
Textos colectivos
Interpretação Nuno Preto e Ivo Bastos
Desde de 2002 que a Palmilha Dentada se tem dedicado ao teatro de café.
“Alforrecas sociais” é o regresso três anos depois às lides de mesa a mesa.
“Alforrecas” são uns bichinhos sem ossos, sem carne e quase sem pele e que picam como o raio. Vivem no mar e são muito corrosivas ao toque. Já “sociais” veio por associação de ideias rápidas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





