31/03/2007


Jovem,

Se tens mais de 18 anos.
Se tens boa robustez física.
Se procuras uma carreira sólida como Actor...




...para papéis dignos,



respeitáveis,



e sempre num ambiente de camaradagem...



O Teatro da Palmilha Dentada é o que procuras!

30/03/2007

Mensagens

O tipo do cartaz do PNR, aquele a desejar boa viagem aos imigrantes, não me parece ter sido bem escolhido como imagem de marca… Tudo bem que tem bigode, mas… o bigode não é o típico português, farfalhudo ou pontiagudo, é mais uma barbicha de vilão de filme de kung-fu oriental. Ideia reforçada pelos olhos em bico do senhor. Não vos parece que se ele abrir a boca vai dizer “Wazaaaaaaaaaa!!”?
Agora muitos de vocês dizem: sim, de facto tem olhos em bico, mas não é amarelo de pele. Ora, meus amigos, aí dou-vos razão. Aquele vermelho não é oriental… Mas também não será português! OK, somos vermelhos nas maçãs do rosto, principalmente porque a pigmentação foi ficando nos genes, originalmente imposta pelo tinto, mas aquele vermelho é demasiado. O homem é descendente de índios, de certeza!
Pelo que, só pode ser um cruzamento entre um oriental e uma índia. Nada contra isso, aliás, tenho um amigo que tem um canito de raças cruzadas que diz ser bem esperto, já o meu é de raça pura, mas estúpido como um cepo. O único problema é que se querem passar uma mensagem contra a imigração então arranjem uma figura de cartaz mais latina! Não acham?

26/03/2007

Grandes Portugueses

Foi ontem a grande final. Aberta, aguerrida, bem disputada. O resultado, porém, foi o esperado: ganhou Salazar, o ditador.
Na hora do anúncio, Jaime Nogueira Pinto disfarçou o orgulho com a falsa modéstia de ter evitado discursos de vitória. Portas, Ana Gomes e Júdice mostraram algum alheamento sensato. Gonçalo Cadilhe manteve o tom humorístico com que encarou todo o concurso. Clara Ferreira Pinto, Leonor Pinhão e Hélder Macedo iluminaram a noite com posturas e discursos que só não agradaram aos menos atentos. Finalmente, Rosado Fernandes exaltou o público ao traçar a primeira análise sociológica do resultado e Odete Santos, que apadrinhou Cunhal na contenda, não disfarçou a derrota. Mais, empolgou-a com um entusiasta discurso antifascista, de indicador erguido na direcção de Nogueira Pinto, concluindo com um “O fascismo não vencerá”. Antes disso já tinha trocado várias palavras com o público, repudiando aquilo a que chamou de "propaganda fascista constitucionalmente proibida". Deu importância a uma votação condenada à partida a ser vista como inquinada por fanáticos, enfiando uma carapuça que Portas já tinha recusado quando, e muito bem, afirmou não haver nada a retirar de uma votação claramente mobilizada por duas facções extremas que se digladiaram até final, fruto de uma mobilização negativa.
Para mim, se descontarmos os telefonemas pagos por velhos inadaptados saudosistas, idiotas de cabelo rapado, ou amantes compulsivos de vodka tatuados de Che Guevara (que certamente não sabem quem foi), o grande português foi, sem dúvida, Aristides. Mérito de ter sido defendido por José Miguel Júdice, o mais bem sucedido dos advogados portugueses, e de vir embalado pelo marcante síndrome do Schindler de Spielberg. Com pena minha, já que o trono assentava melhor a D. João II ou Camões.
Finalmente, antevendo as baboseiras que serão ditas em breve pelos quadrantes mais alarmistas e disparatados dos nossos comentadores, deixo-vos uma história que ilustra o que foi esta eleição dos Grandes Portugueses e o impacto sociológico que causou na nossa população de brandos costumes: aqui há uns meses correu uma mensagem nos telemóveis de muita gente com que privo. Em alarme, alguém pedia para ligarmos urgentemente para um número. Claro que, perante um pedido alarmista de uma amiga, toda a gente o fez. Do outro lado ouvia-se: “O seu voto foi para António de Oliveira Salazar”. Era uma brincadeira que nos fez gastar uns trocos. No nosso caso, a remetente da mensagem era… uma iraquiana radicada com toda a família em Lisboa!

21/03/2007

Minorias

Nós de direita é que somos assim e assado, mas vai-se a ver bem as coisas e quem armou balbúrdia foi uma mulher e um preto!

20/03/2007

Plano B

Meus caros amigos, vimos por este comunicar, que os espectáculos agendados para os dias 21 e 28 deste mês no Plano B foram cancelados por motivos alheios à nossa vontade! Mantemos apenas as datas 23 e 30 no Tertulia Castelense! Grande abraço a todos!

09/03/2007

Ora diga lá (parte 2 e pico)...

A pastilha elástica atravessa a rua porque estamos num país democrático e cada um é livre de fazer o que lhe dá na real gana!
Quanto aos elefantes não pegarem fogo, certamente prende-se com o facto de o Jumbo ter um bom sistema anti-incêndio! E assim dou por finda a minha partilha de cidadania, apenas lembrando-vos: se atravessarem a rua olhem para os dois lados por causa dos carros, para o chão por causa da pastilha e para a frente senão caem e a galinha depena-se a rir!

08/03/2007

Ora diga lá (parte 2)...

Agradeço desde já a participação destas dezenas de amigos, mas a resposta correcta é:
"Para chegar ao outro lado!" Eh eh eh... muito boa esta! Agora fiquem com outra:
Porque é que a pastilha elástica atravessa a rua?

04/03/2007

The oscars!

Estive agora a ver a cerimónia da entrega dos Óscares, que tinha gravado no fim-de-semana passado e que teve em Ellen Degeneres momentos de humor brilhantes. Como este, passe a tradução livre:

Temos cá hoje a Jennifer Hudson, que participou no American Idols e, apesar de ter tido menos votos do que o vencedor, está nomeada a um Óscar. Nomeado também está Al Gore, esse teve mais votos mas ainda assim…”

02/03/2007

É bem possível que.


Está de facto num outro lado. O nosso problema agora é fazer com que se mantenha lá. Ou trazê-lo para junto de nós com as condicionantes já debatidas.
E que ninguém se atreva a sussurrar uma sibilante que seja sobre o estado de alma mais aconselhado para lidarmos com a eventualidade de nos depararmos, de facto, com ele, num futuro mais ou menos próximo - mas sempre com uma tecnologia superior. Isso seria por demais desaconselhável, até porque o sujeito é grande e imprevisíveis são os seus modos no que ao encontro com terceiros concerne… Lembrai-vos do célebre episódio da Marmota, onde o que foi arremessado serviu de exemplo para os incautos que, na impossibilidade de prever a Catástrofe - sem o aviso prévio dos mais elucidados - se quedaram de boca aberta, incrédulos perante o poder avassalador da investida perpetrada*.
Façamos de conta que estamos no Velho Oeste. Excluídos os pormenores de relevância menor - como os coldres em pele e um ou outro daqueles coisos sêcos que atravessam as estradas poeirentas, empurrados pelo vento quando não há mais ninguém nas ruas e o relógio da cidade esgota os segundos finais para o começo do duelo – toda a conjuntura configura um estado de tensão bastante semelhante ao que se vivia nos fins de tarde texanos.
Ajamos em conformidade. Sejamos cautelosos. Sigamos instruções.
1. Um de nós sabe demais.
2. Dois de nós sabem de menos.
3. Na mesa estará a faca.
4. O quarto deve limpar-se e abrir-se aos outros três.
5. O primeiro já o sabia.
6. Para os segundos é novidade.
7. Três de nós saberão demais.
8. O quarto deve morrer.
9. A faca deve limpar-se.
10. Esperar que o outro chegue.

Há maçãs e vinho na sala ao lado.

*Tivessem eles a noção prévia do que iriam testemunhar e nada de espectacular seria agora descrito. Um passo, dois metros ao lado, teria sido o suficiente para que esta narrativa perdesse a dimensão espectacular que agora lhe traz algum sumo.