26/02/2007
22/02/2007
13/02/2007
Boatos
Eu pergunto-me como é que alguém se acredita nisto! O Dr. Rui Rio vingativo contra forças da oposição? O Dr. Rui Rio a abusar da autoridade? Alguém se acredita que o Dr. Rui Rio iria, qual pupilo de Nicolau Maquiavel, prejudicar trabalhadores que não têm culpas no cartório por mera represália contra os donos de um jornal? Pelo amor de Deus meus amigos! Chegou a altura de parar com estes boatos que em nada dignificam a nossa cidade. Eu acredito na boa-fé e fair-play do Dr. Rui Rio (afinal um democrata) e foi isso mesmo que disse a esse amigo do amigo do meu amigo.
Quer dizer, amigo… Amigo é uma força de expressão. Ele nem é meu amigo, é conhecido. Embora não o conheça muito bem. Não tenho por hábito travar conhecimentos com pessoas dessa laia. Nem gosto nada dele e dos seus boatos repletos de jacobinismo. Já os pais dele eram fraca rés. Embora eu, como referi, nem lhe conheça a família. Mas ouvi dizer.
08/02/2007
A Palmilha Dentada apresenta
Plano B - 14, 21 e 28 Fev
Leiria (Companhia de Teatro "O Nariz") - 15 Fev
Tertúlia Castelense - 16, 22 e 23 Fev
23h00
Documentos históricos provam que já na civilização Suméria, 3000 a.C., o juro sobre empréstimos era calculado. O regime de juros é simples quando o percentual de juros incidir apenas sobre o capital emprestado. No regime de juros compostos os juros de cada período são somados ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes. Os juros são capitalizados e, consequentemente, rendem juros.
Texto: Ricardo Alves e Salgueirinho Maia
Encenação: Ricardo Alves
Interpretação: Ivo Bastos e Rodrigo Santos
04/02/2007
Não ao referendo, por duas razões
1. A pretensão subjacente ao referendo, de democratizar o sistema e permitir aos cidadãos uma participação activa e directa nas decisões, não passa disso mesmo, de uma mera pretensão, letra morta, jamais praticada ou praticável. O referendo é nitidamente anti-democrático. O conceito de que existem temas essenciais cuja decisão deve caber directamente ao povo é anti-democrático. É um argumento podre, incoerente. É uma pré-assumpção da falibilidade do regime que visa apoiar. A democracia assenta na legitimação pelo povo, através do sufrágio, dos seus representantes para a tomada de decisões. Esses representantes decidem todos os dias quantos euros receberá o meu pai de subsídio de desemprego ou os meus avós de reforma. Esses representantes decidem todos os dias quem mandará na justiça pública, quem será absolvido no natal dos crimes que praticou, quantas árvores deverão ser replantadas pelas que ardem todos os anos, o que acontece aos que as incendeiam e que meios existirão para prevenir. Esses representantes decidem todos os dias a quantidade de CO2 emitido pelo nosso país e quanto pagaremos por excedermos as quotas, quantos quilos de areia e pedra serão arrastados para a costa para impedir a entrada das águas, de onde vem essa areia, que fazer às pontes que caem por ter saído de lá areia, que indemnização dar às famílias dos mortos, desses e dos que vão para as guerras, porque é que vão para as guerras e para que guerras vão. Esses representantes decidem tudo isso e muito mais. São eleitos e pagos para isso. Para decidir. Também deveriam decidir a despenalização do aborto. Estão para isso legitimados. Se os legitimamos para o resto, também o fazemos para isso. A representatividade democrática tem de ser quase ilimitada, ou adultera o regime que visa proteger.
2. Mais! Eu não sei o que votar no referendo. Não faço a mais pequena ideia. Ouvi-os todos. Os debates, os professores de direito, os políticos, os treinadores de futebol, as tias, os tios, os populares, as adolescentes, os de direita, os de esquerda, os taxistas, os médicos, os cientistas, os padres, os ateus, as Odetes Santos e os Padres Feitores Pintos. E ouço toda a gente com tanta certeza sobre uma coisa tão séria e grave… Decidem o compromisso entre o livre arbítrio e o fim de uma vida com notáveis e públicos finca-pés. E eu não sei o que votar. Não me sinto capaz de o fazer, nem quero sentir-me obrigado a isso porque a consciência democrática assim o impõe. Estou farto! Farto que a esquerda chame a si o sim e a direita o não, embora as duas defendam o sim à vida. Farto das musiquinhas fanhosas dos tempos de antena, dos outdoors coloridos, dos visionários vídeos no youtube, das t-shirts, dos pompons, canetas e bonés. As imagens de grávidas, de bebés, de prisões, de bisturis, de artigos do Código Penal. Estou farto de ver e ouvir campanhas sensacionalistas, cor-de-rosa, chocantes, americanizadas. Estou farto de ver os mesmos extremos com os mesmos argumentos, de ver o primeiro-ministro a tomar posição pública quando não decidiu no lugar de direito. E porquê? Porque é que há tanto dinheiro para isto? Porque é que tanta gente aparece e grita pintada? De onde vem o dinheiro que as apoia? Porque é que o “não” tem os rios de dinheiro que dizem que tem? Porque é que já há uma clínica espanhola em construção em Lisboa, se ainda não há decisão a favor do “sim”?
Referendar um tema destes, com os nossos políticos e a nossa sociedade é a perfeita antítese do objectivo inicial do instituto. A democracia tem sido diariamente desacreditada quando, supostamente, o oposto se pretendia.
Este referendo ao aborto é um nado-morto.
01/02/2007
Justiças
- Tem a certeza senhor doutor juiz?
- Claro que tenho a certeza, se aqui diz que a criança tem 10 meses, eu acho que no superior interesse da criança ele deve ficar com a mãe e não com o pai como até aqui aconteceu.
- Eu percebo senhor doutro, mas não sei se ele vai aceitar...
- Mas quem é que as pessoas julgam que são? Pensam que podem decidir o futuro das crianças como lhe apetece, Nós é que somos a lei! Ele pensa que se pode opor à justiça portuguesa? Atirem com o pai para a cadeia!
- O Senhor doutor juiz, eu acho que quem não vai aceitar é o Sr. Carlos.
- O Sr.Carlos? Quem é esse?
- A criança Senhor Doutor Juiz.
- O Carlitos?
- Sim, senhor doutor juiz, mas o Carlitos já tem 25 anos.
- Mas aqui no processo diz que a criança tinha 3 anos
- Sim, quando começou a ser julgado
- Pois isso, não me interessa, Ou o Carlitos aceita ir viver com a mãe ou vai para a cadeia. Com a Justiça Portuguesa ninguém brinca, pode tardar mas não falha.


