31/10/2006
Dos Jornais
«A dada altura as pessoas já estão a pensar que eu penso o contrário daquilo que realmente penso; portanto, mais vale estar calado», afirmou o autarca. “
Ou seja ele pensa que as pessoas pensam que ele pensa, que deve ser o contrário do que ele pensa. Realmente o melhor é estar calado.
29/10/2006
Questões existênciais de um mero Portuense!
Y e o Crochet
Fulano é companheiro de X.
[como se X fosse o Estica]
Fulano está com X.
[como se X fosse Absurdo]
Fulano namora pra X.
[como se X fosse uma multinacional]
Fulano anda com X.
[como se X fosse uma gripe]
Fulano amantizou-se com X.
[como se X fosse um naco de bife]
Fulano anda enrroscado com X.
[como se X fosse uma porca]
Fulano é amigo colorido de X.
[como se X fosse um cavalete]
Fulano anda a comer X.
[como se X não tivesse fome]
Fulano envolveu-se com X.
[como se X fosse o Padrinho]
Fulano juntou-se com X.
[como se X fosse Cicrano]
Fulano dorme com X.
[como se X fosse um pijama]
Fulano ama X.
[como se X fosse Custóias]
26/10/2006
Questões existenciais de um Portuense
24/10/2006
PORTUGAL DE... ALBERTO PIMENTA
“Um olhar de 12 portugueses sobre Portugal, em conversas reveladoras!”
Uma câmara, um operador de câmara, um bom conversador – Rui Ramos – e um óptimo “entrevistado”, no caso de hoje Alberto Pimenta. Afinal é tão fácil fazer óptimos programas de televisão.
AVISO!

22/10/2006
O Rivoli, o Porto e a Cultura
18/10/2006
para uma discussão da política cultural
Antes de mais desmistificar o mito urbano do subsídio dependente. Não é a arte que é subsidio-dependente é o país que o é. E falando concretamente da cidade do Porto, a opção de um jovem de iniciar uma carreira como actor ou bailarino nesta cidade significa ter que se preparar para estar sem trabalho mais de metade do ano, ser mal pago nos poucos meses em que trabalha, ter obrigatoriamente de reter 20% dos seus ganhos para pagamento de impostos, não ter direito a subsidio de desemprego nem de doença, não ter férias, subsidio de férias nem de natal e mesmo assim ser obrigado a pagar a segurança social (tendo ou não trabalho nesse mês) e um seguro de acidentes de trabalho.
O estado não regulamentou ainda o estatuto da carreira de actor nem a lei geral - de trabalho, impostos e segurança social - sabe como lidar com as especificidades da profissão.
Tenho como certo que se o estado central, tal como está a fazer a Câmara Municipal do Porto, cortar todos os apoios aos grupo e festivais de teatro e dança do Porto, mesmo assim o teatro e a dança não desapareceriam completamente da cidade. O contrário já não se poderá dizer. Se os que sobem ao palco deixassem de o fazer sem estar assegurado um meio de subsistência digno, a produção de dança e teatro no Porto seguramente pararia.
E, sem querer discutir questões de gostos pessoais, a verdade é que é a cultura, também a de palco, que ajuda a moldar a sociedade, fazendo-a crescer. E o estado, felizmente, continua a considerar a produção cultural nacional uma prioridade.
Ao contrário do que pensa e defende muita gente, não é o estado que subsidia a artes, são os artistas que subsidiam o estado, aceitando trabalhar em condições de remuneração muito abaixo do ordenado mínimo e num clima de precariedade de emprego legalmente insustentável.
O teatro e a dança exigem logo à cabeça uma condição fundamental, o espaço físico para apresentação do espectáculo e para a sua preparação. Para estar um mês a apresentar o seu trabalho são necessários dois meses ou mais de preparação. Os custos dos meios de produção são determinantes no preço final do produto. Não faz sentido, e é economicamente incomportável, cada unidade de produção ter a sua sala de espectáculos, a sua sala de ensaios e todo o material de som e luz necessário para a apresentação digna de espectáculos.
No Porto de há vinte anos não havia uma sala de teatro equipada e digna desse nome. Nem S. João, nem Rivoli, nem Carlos Alberto, nem Campo Alegre, nem Helena Sá e Costa, nem Casa da Música, nem o Auditório de Serralves, nem o Auditório da Biblioteca Almeida Garrett, nem Teatro Latino, nem o teatro de marionetas, nem a sala da junta de freguesia de Paranhos. E as salas que já existiam fisicamente estavam fechadas e eram pertença de privados para quem a exploração comercial das mesmas tinha deixado de ser atractiva.
Aliás será um estudo curioso, relativamente fácil de executar, quantificar as salas de espectáculos utilizadas pelo FITEI ao longo da sua existência, creio que dará uma noção do que foi a história da cidade a nível de equipamentos culturais.
O estado – governo central e autárquico – investiu, comprou, remodelou, equipou com os materiais necessários e criou os postos de trabalho que são garante que os equipamentos são mantidos operacionais.
Até 2001 assistiu-se, goste-se ou não das propostas apresentadas, um incremento e diversificação da oferta cultural, quer na produção das estruturas da própria cidade quer nos espectáculos que acolheu vindos quer de Lisboa quer do estrangeiro.
O Rivoli foi uma das pedras basilares desse crescimento. Quer pela existência de dois palcos - que não estando limitados à utilização por apenas uma entidade, foram palco diversificadas iniciativas - quer pelo apoio que fornecia às estruturas da cidade no empréstimo de material técnico e na utilização da sala de ensaios, a única da cidade com capacidade para acolher ensaios de companhias de dança.
E é isso que está em risco de desaparecer.
(Continua)
16/10/2006
Estórias de outro mundo
facilita-me essa lâmpada, por favor.
podem ser artístas e até estarem unidos... mas facilita-me?!
valha-me... um santinho qualquer.
14/10/2006
Semanários
Qual a relevância disto para o leitor? Quem acha que uma notícia destas tem honras de primeira página? Que notícia? Isto nem é notícia!
Porém, esta não é a primeira semana em que o Expresso se gaba dos seus números entre as notícias da primeira página. Tem-no feito recorrentemente nas últimas semanas. Aproveitou, justiça seja feita, a boleia do Sol, que começou com este estratagema de insinuar mega tiragens por entre notícias importantes da página forntal.
E são estes os nossos semanários.
Ah, já agora, não tinha acabado há um mês o único semanarário populista do país?
13/10/2006
À vossa saúde
Pois bem, em jeito provocatório, a senhora apresentadora encurralou o nosso mui digníssimo representante para as maleitas quando, sem apelo nem agravo, lhe atirou com um “como quer que alguém que ganhe 600 euros por mês consiga pagar todas as taxas impostas na saúde, agora que vão ser pagos os internamentos?”.
O ministro, brilhante, retorquiu com valentia e saber, munido do mais exacto e matemático dos argumentos, fazendo jus à sua fama de cientista: “sabe quanto é que essas pessoas gastam em cigarros, ou em cinema? Quanto é que isso dá ao fim do mês?”. Meus amigos, este é O Argumento. Não é um daqueles argumentozinhos poluídos de saber empírico que se escutam na tasca da esquina com a cerveja do fim de tarde! Esta é a verdade.
A meu ver, o ministro apenas pecou por escassez. Quem diz tabaco ou cinema pode dizer também prostitutas ou teatro. Ou vinho ou livros. Essa gente dos 600 euros mensais gosta é de luxos e vícios e assim viver à custa dos outros, comer com o que os outros ganham. 600 euros mensais??? 600 euros comensais, meus amigos!
Agora que alguns já deturpam o meu texto, acusando-me de extremista, para esses dou outro exemplo. De facto, não é necessário fazer insinuações torpes sobre os hábitos de consumo da malta abaixo dos 750. Talvez tenha exagerado ao insinuar que eles gastam o seu dinheiro em teatro… Mas peguemos em bens úteis: o queijo, por exemplo. Será que quem se queixa das taxas elevadas da saúde compra queijo corrente? Daquele da marca do supermercado? Não me parece, meus caros. Noutro dia vi uma senhora a comprar queijo de marca, francês, com um nome que ela de certeza nem saberia pronunciar, ou se sabe é porque lá esteve emigrada e, nesse caso não sabe dizer queijo em português. Olhei de alto a baixo para a senhora e reparei no aspecto lúgubre dos seus trajes, no cabelo de 3 semanas sem cabeleireiro e na chinela que escondia uma meia de algodão que dá pela canela. Uma dos 600 euros comensais, pensei. Ou até uma pensionista! Mas o queijo não era normal, não era de bola. Nem sequer era meia bola. Não era um quarto ou uma daquelas fatias triangulares, já embrulhadas, onde pagamos quase tanto como por uma bola inteira. Era fatiado! A senhora comprou queijo fatiado. E agora perguntam-se vocês, em pleno choque, quantas fatias vi eu a menina do supermercado a servir à senhora? Pois bem, meus caros, é melhor sentarem-se. Nenhuma! A menina não cortou nenhuma fatia! A senhora comprou queijo fatiado daqueles pré-embalados pela marca!!! O queijo mais caro de todo o supermercado em relação à quantidade comprada! As fatias vêm separadas por finos separadores em plástico e estão prontas a ser servidas no pão. Pão de sementes de girassol, por certo!
E esta Dona Judite? Estava à espera desta? Vai dizer que esta senhora não pode pagar taxas mais elevadas pelo serviço de saúde? I rest my case! E o do ministro já agora. Por falar em ministro, espero que ele venha a ler este texto e, como tal, ganhar novos argumentos para agravar ainda mais as taxas moderadoras da saúde - como é de bom tom.
Em último caso, pode-se dar o acontecimento inédito de um queijo influenciar um orçamento de estado.
11/10/2006
Humor
“P.: Acredita na imortalidade?
R.: Não sei. Quando lá chegar, eu telefono.”
10/10/2006
Carnívoras

Sarraceniaceae
Esta família consiste de plantas carnívoras com folhas saindo de um rizoma subterrâneo, folhas estas unidas pelas bordas formando um comprido jarro, semelhante aquele da família Nepenthaceae. Compreende os gêneros 'Sarracenia', 'Darlingtonia' (ambas naturais da América do Norte), e Heliamphora (natural da América do Sul), todos estes gêneros semelhantes entre si, diferindo mais explicitamente apenas na estrutura do prolongamento superior da armadilha (a "tampa"). Encontradas na sua maioria em climas temperados, as plantas entram em um período de dormência nas épocas mais frias do ano, o que pode assustar bastante cultivadores inexperientes.

Nepenthaceae
As plantas desta família possuem na ponta de suas folhas estruturas semelhantes a jarros, sendo na verdade continuações da própria folha modificadas, com as bordas do limbo unidas formando uma ânfora. Sobre a abertura desta ânfora encontra-se uma estrutura semelhante a uma "tampa", normalmente colorida, servindo de proteção estática para que a armadilha não se encharque. Isso faz com que apenas uma porção de líquido encontre-se em seu interior, e é neste líquido que insetos, aranhas, e mesmo pequenos pássaros ficam presos ao escorregarem para dentro do tubo - atraídos pelas cores e pelo brilho de glândulas situadas na base da tampa. Uma vez dentro, uma parede cerosa e pêlos no interior da folha voltados para baixo evitam que esta possa ser escalada, e ali os animais são digeridos. Esta família possui os maiores espécimes de plantas carnívoras, e tem a forma de uma trepadeira (sendo que a estrutura entre a folha e a armadilha atua na sustentação da planta, de maneira análoga às gavinhas das uvas).
09/10/2006
06/10/2006
Escrito por outros posto por mim. ParteII

“Num hall de um prédio de apartamentos, quatro pessoas ficam presas durante toda a noite.
O encontro de quatro almas, com os seus desejos e segredos.
Esta não é uma história de partilha, esta é uma história sórdida.
Uma viagem ao dark side da natureza humana.
Até onde está um homem disposto a descer para proteger o conteúdo do seu saco do lixo?”
by Ricardo Alves
02/10/2006
Depois do sucesso da 1ª... A expectativa da 2ª
1 - Estreia e temporada da peça “Armadilha para Condóminos”
Em relação ao ponto 1 pouco haverá a dizer. À data será um dado adquirido. Em relação ao ponto dois, mais se acrescenta que, estas escolhas serão postas em apreciação no próprio local. Sendo que as influências dos Dj´s passam, e por ordem de actuação, por:
- Dj Barbas Taliban – Glamour Naftaline

- Dj Estrica Bastiano – Skanzione AgróPopulare

- Dj Róró Navalheira – NéoRócócóUrbano
A vossa presença será para nós um prazer!
Se não houver número para a reunião da Assembleia, em primeira convocação, instalar-se-á em segunda, com qualquer número, às 23:31 horas.Por isso não vale a pena boicotar esta reunião, ela realizar-se-á na mesma. E como eu sempre digo:” Se não os vences reúne-te com eles”!
Assinaturas dos Condóminos convocantes.
Barbas


