31/10/2006

Dos Jornais

O presidente da Câmara Municipal do Porto declarou hoje em entrevista à TSF que ficou «calado» no recente caso do Teatro Rivoli porque as suas declarações costumam ser «deturpadas». “
«A dada altura as pessoas já estão a pensar que eu penso o contrário daquilo que realmente penso; portanto, mais vale estar calado», afirmou o autarca.


Ou seja ele pensa que as pessoas pensam que ele pensa, que deve ser o contrário do que ele pensa. Realmente o melhor é estar calado.

29/10/2006

Questões existênciais de um mero Portuense!

Ao circular com o meu veículo semi-novo (com menos de 10 anos) estarei a pôr em causa a imagem da cidade? Deveria eu ter um clássico imponente? Mas sendo eu actor deveria ter carro próprio? Não deveria ser um privado que me compre a vida a dar-me um carro de serviço? Não será feio um carro de serviço a circular numa cidade-vitrine? E se eu decidir andar a pé? Será que vou dar um aspecto de indigente a vaguear pelos passeios? Até já tenho medo de deixar de respirar! Pode ser inconveniente!

Y e o Crochet

Fulano é companheiro de X.

[como se X fosse o Estica]

Fulano está com X.

[como se X fosse Absurdo]

Fulano namora pra X.

[como se X fosse uma multinacional]

Fulano anda com X.

[como se X fosse uma gripe]

Fulano amantizou-se com X.

[como se X fosse um naco de bife]

Fulano anda enrroscado com X.

[como se X fosse uma porca]

Fulano é amigo colorido de X.

[como se X fosse um cavalete]

Fulano anda a comer X.

[como se X não tivesse fome]

Fulano envolveu-se com X.

[como se X fosse o Padrinho]

Fulano juntou-se com X.

[como se X fosse Cicrano]

Fulano dorme com X.

[como se X fosse um pijama]

Fulano ama X.

[como se X fosse Custóias]

26/10/2006

Questões existenciais de um Portuense

Será que ao aceitar que os serviços da Câmara Municipal do Porto recolham os meus detritos sólidos domésticos estou a dar o acordo tácito de não criticar o funcionamento da Autarquia? Será melhor deixar de atravessar as ruas nas passadeiras? A democracia moderna levanta tantas dúvidas. Será melhor deixar de respirar?

24/10/2006

PORTUGAL DE... ALBERTO PIMENTA

Terça 22:40 na RTP 1
“Um olhar de 12 portugueses sobre Portugal, em conversas reveladoras!”

Uma câmara, um operador de câmara, um bom conversador – Rui Ramos – e um óptimo “entrevistado”, no caso de hoje Alberto Pimenta. Afinal é tão fácil fazer óptimos programas de televisão.


"Armadilha para condóminos" Fotografia de espectáculo THSC 10/06

AVISO!


A pedido de muitas famílias - e um ou outro segurança de shopping -, o espectáculo "Armadilha para Condóminos" terá uma apresentação extra, não calendarizada, no dia 29 de Outubro, no Teatro Helena Sá e Costa, às 21h46min.
Divulguem, por favor...é que a qualquer momento vai mesmo chegar o padeiro!
P.S.: Este texto está em Times New Roman, tamanho 12 e algum negrito...Ahh!

22/10/2006

O Rivoli, o Porto e a Cultura

Carta a José Pacheco Pereira

Li o seu artigo,“A “rivolução” dos nossos dias”, que publicou no "Público". É terrivelmente doloroso ver gente que considero inteligente falar do que não conhece, escamoteando factos, e olhar para o dedo quando lhe apontam a lua.
Antes de mais cumpre-me informá-lo que sou director do Teatro da Palmilha Dentada, do Porto, grupo nascido em 2001 e que, desde então, tem exercido a sua actividade nesta cidade sem subsídios e sem apoios, que não a venda de bilhetes e dos seus produtos culturais. Não sendo apoiado pelo Estado nem pela autarquia, sinto na pele o problema provocado pela intervenção estatal que origina distorções no mercado, obrigando-me a praticar preço abaixo do preço de custo para concorrer com produtores culturais subsidiados, na esperança de que a cultura que crio seja conhecida, apreciada e que o mercado cultural - que finalmente começa a despontar no país, fruto de uma rede de teatros municipais -, seja comprador do que tenho para vender.
No entanto, sou o primeiro a defender a intervenção do Estado na área cultural. Não espero que o país acorde feito, de um dia para outro, mas sim que se vá construindo lentamente, de erro em erro, até uma solução aceitável.
E é importante desmistificar o mito urbano do subsídio-dependente. Não é a arte que é subsídio-dependente; é o país que o é, e em demasiadas áreas. E, falando concretamente da cidade do Porto, a opção de um jovem iniciar uma carreira como actor ou bailarino significa ter que se preparar para estar sem trabalho mais de metade do ano, ser mal pago nos poucos meses em que trabalha, ter obrigatoriamente de reter 20% dos seus ganhos para pagamento de impostos, não ter direito a subsídio de desemprego nem de doença, não ter férias, não ter subsídio de férias nem de Natal e, mesmo assim, ser obrigado a pagar a segurança social (tendo ou não trabalho nesse mês) e ainda um seguro de acidentes de trabalho.
O Estado não regulamentou, ainda, o estatuto da carreira de actor. Nem a lei geral de trabalho, impostos e segurança social sabe como lidar com as especificidades da profissão. Aliás, em Portugal assistiu-se a um banalizar do uso dos recibos verdes. Muito culpa do próprio Estado que, durante anos, manteve a recibos verdes trabalhadores que deveriam ter outro enquadramento legal. Essa banalização obrigou a um distorcer da finalidade do recibo verde deixando desprotegidos aqueles que apenas tem trabalhos eventuais.
Tenho como certo que, se o Estado central - tal como está a fazer a Câmara do Porto - cortar todos os apoios aos grupos e festivais de Teatro e Dança da cidade, mesmo assim o teatro e a dança não desapareceriam completamente. O contrário já não se poderá dizer. Se os que sobem ao palco deixassem de o fazer sem estar assegurado um meio de subsistência digno, a produção de Dança e Teatro no Porto seguramente pararia. Não são os criadores que são subsídio-dependentes do Estado, é o Estado que é dependente dos criadores. São eles que subsidiam o estado.
O problema da cultura é igual ao de outras áreas, a excelência só se encontra quando se reúnem vários factores: a oportunidade de experimentar, a oportunidade de formação de base e a oportunidade de crescer no exercício da profissão. Para ter um atleta de alta competição de atletismo, Portugal tem que ter anualmente mais de meio milhão de jovens a correr, 100 mil a praticar desporto federados, alguns profissionais e, então, meia dúzia serão atletas de alta competição. Tal como na natureza, a cultura é uma pirâmide. Os peixes põem milhares de ovos para aumentar a possibilidade de alguns, os melhores, sobreviverem. Mas, ao contrário dos peixes, os que não chegam ao topo da pirâmide não se perdem; são o futuro público das provas de atletismo. Com a vantagem de ser público esclarecido.
E esta é a obrigação do Estado: garantir que em todas as áreas os portugueses tenham a possibilidade de dar o seu melhor encontrando o seu espaço útil na sociedade. Qualquer discussão que não tenha todas estas considerações em atenção é demagogia. Dizer que a municipalidade socialista encheu de dinheiro, subsídios e “prestígio” uma pequena multidão de “agentes culturais” é, no mínimo, ignorar a realidade histórica da cidade do Porto.
Na sua breve resenha histórica, salta dos vinte anos anteriores ao 25 de Abril para o ano corrente. Não teoriza sobre o deserto cultural, principalmente nas artes de palco, que esta cidade se tornou nos anos anteriores à tomada de posse do executivo de Fernando Gomes e que teve Manuela de Melo como vereadora da cultura. A cidade teve, nesses anos, uma verdadeira política cultural, que poderá ser discutida e analisada, mas reduzir o que foi feito ao binómio futebol-cultura é primário e impróprio de quem se espera uma reflexão inteligente e honesta.
Os números, infelizmente, são aquilo que fazemos deles. E os números que apresenta, os 11 milhões de euros, não são os números do custo de manutenção do Rivoli, mas sim os custos da estrutura Culturporto durante quatro anos. Além da gestão do Rivoli, a estrutura era também responsável pela animação da cidade. Esvaziada dessa função, que passou para recém-criada Porto-Lazer, a Culturporto manteve os custos. Ou seja, o Sr. Presidente da Câmara do Porto duplicou custos. Esvaziou de funções, mas não de despesas, uma estrutura e criou uma nova. Também cortou, drasticamente, as verbas para programação e nunca redefiniu a estrutura à dimensão das suas novas funções. Erros de gestão, conscientes ou inconscientes, e que agora permitem uma demagogia de números. Essa é a questão que importa discutir. A incapacidade de gerir e de pensar a cidade deste executivo na área cultural.
Como última solução, não me oponho que um equipamento público seja gerido por privados com um fim público, oponho-me que a cidade ceda os seus equipamentos a privados, com uma lógica de gestão privada. E que, ainda por cima, pague parte dos custos distorcendo a lógica de mercado. Se o Dr. Rui Rio pretende entregar o Rivoli a uma empresa, para que esta crie aí um negócio de entretenimento, pois que essa empresa pague o aluguer da sala e todos os custos.
E que depois, o Dr. Rui Rio explique que espaços culturais ficam na cidade para que se possa continuar a tentar criar e manter uma verdadeira vida cultural na cidade. Que explique o que resta à cidade para oferecer aos festivais, às escolas de dança, aos grupos de teatro e, inclusive, que espaço fica na cidade com capacidade e dimensão para acolher outros projectos de teatro comercial que a cidade tem direito a ver.
E note-se que não estou, de forma alguma, a defender que o Rivoli deve ser mantido para usufruto do Teatro de Plástico ou outros em concreto; defendo apenas que o fundamental é um debate sério sobre o estado da Cultura em Portugal. E o ruído que V.exª produziu é completamente inútil.
Ricardo Alves

21/10/2006

18/10/2006

para uma discussão da política cultural

A cultura é sempre, e principalmente em alturas de crise, a enteada dos orçamentos públicos e até dos familiares. Tentar combater isso é uma luta perdida e que corre o risco de ser também incompreendida. No entanto é uma luta que deve de ser travada e que importa clarificar.

Antes de mais desmistificar o mito urbano do subsídio dependente. Não é a arte que é subsidio-dependente é o país que o é. E falando concretamente da cidade do Porto, a opção de um jovem de iniciar uma carreira como actor ou bailarino nesta cidade significa ter que se preparar para estar sem trabalho mais de metade do ano, ser mal pago nos poucos meses em que trabalha, ter obrigatoriamente de reter 20% dos seus ganhos para pagamento de impostos, não ter direito a subsidio de desemprego nem de doença, não ter férias, subsidio de férias nem de natal e mesmo assim ser obrigado a pagar a segurança social (tendo ou não trabalho nesse mês) e um seguro de acidentes de trabalho.

O estado não regulamentou ainda o estatuto da carreira de actor nem a lei geral - de trabalho, impostos e segurança social - sabe como lidar com as especificidades da profissão.

Tenho como certo que se o estado central, tal como está a fazer a Câmara Municipal do Porto, cortar todos os apoios aos grupo e festivais de teatro e dança do Porto, mesmo assim o teatro e a dança não desapareceriam completamente da cidade. O contrário já não se poderá dizer. Se os que sobem ao palco deixassem de o fazer sem estar assegurado um meio de subsistência digno, a produção de dança e teatro no Porto seguramente pararia.

E, sem querer discutir questões de gostos pessoais, a verdade é que é a cultura, também a de palco, que ajuda a moldar a sociedade, fazendo-a crescer. E o estado, felizmente, continua a considerar a produção cultural nacional uma prioridade.

Ao contrário do que pensa e defende muita gente, não é o estado que subsidia a artes, são os artistas que subsidiam o estado, aceitando trabalhar em condições de remuneração muito abaixo do ordenado mínimo e num clima de precariedade de emprego legalmente insustentável.

O teatro e a dança exigem logo à cabeça uma condição fundamental, o espaço físico para apresentação do espectáculo e para a sua preparação. Para estar um mês a apresentar o seu trabalho são necessários dois meses ou mais de preparação. Os custos dos meios de produção são determinantes no preço final do produto. Não faz sentido, e é economicamente incomportável, cada unidade de produção ter a sua sala de espectáculos, a sua sala de ensaios e todo o material de som e luz necessário para a apresentação digna de espectáculos.

No Porto de há vinte anos não havia uma sala de teatro equipada e digna desse nome. Nem S. João, nem Rivoli, nem Carlos Alberto, nem Campo Alegre, nem Helena Sá e Costa, nem Casa da Música, nem o Auditório de Serralves, nem o Auditório da Biblioteca Almeida Garrett, nem Teatro Latino, nem o teatro de marionetas, nem a sala da junta de freguesia de Paranhos. E as salas que já existiam fisicamente estavam fechadas e eram pertença de privados para quem a exploração comercial das mesmas tinha deixado de ser atractiva.

Aliás será um estudo curioso, relativamente fácil de executar, quantificar as salas de espectáculos utilizadas pelo FITEI ao longo da sua existência, creio que dará uma noção do que foi a história da cidade a nível de equipamentos culturais.

O estado – governo central e autárquico – investiu, comprou, remodelou, equipou com os materiais necessários e criou os postos de trabalho que são garante que os equipamentos são mantidos operacionais.

Até 2001 assistiu-se, goste-se ou não das propostas apresentadas, um incremento e diversificação da oferta cultural, quer na produção das estruturas da própria cidade quer nos espectáculos que acolheu vindos quer de Lisboa quer do estrangeiro.

O Rivoli foi uma das pedras basilares desse crescimento. Quer pela existência de dois palcos - que não estando limitados à utilização por apenas uma entidade, foram palco diversificadas iniciativas - quer pelo apoio que fornecia às estruturas da cidade no empréstimo de material técnico e na utilização da sala de ensaios, a única da cidade com capacidade para acolher ensaios de companhias de dança.

E é isso que está em risco de desaparecer.

(Continua)

16/10/2006

Estórias de outro mundo

Um gajo sabe que não fala a mesma língua quando um indivíduo originário de lisboa nos diz :
facilita-me essa lâmpada, por favor.

podem ser artístas e até estarem unidos... mas facilita-me?!
valha-me... um santinho qualquer.

14/10/2006

Semanários

Na primeira página do Expresso, a tal que influencia todo o nosso fim de semana de comentários, vem uma caixa no canto inferior esquerdo que diz: "Expresso acima dos 200 mil - As vendas da última edição do Expresso alcançaram um número histórico, ao atingirem, pela primeira vez, os 203 mil exemplares".
Qual a relevância disto para o leitor? Quem acha que uma notícia destas tem honras de primeira página? Que notícia? Isto nem é notícia!
Porém, esta não é a primeira semana em que o Expresso se gaba dos seus números entre as notícias da primeira página. Tem-no feito recorrentemente nas últimas semanas. Aproveitou, justiça seja feita, a boleia do Sol, que começou com este estratagema de insinuar mega tiragens por entre notícias importantes da página forntal.
E são estes os nossos semanários.
Ah, já agora, não tinha acabado há um mês o único semanarário populista do país?

13/10/2006

À vossa saúde

O Ministro da Saúde, Correia de Campos, deu ontem uma grande entrevista à Judite de Sousa, senhora que dá um sentido mais literal à expressão “mulher que dorme com o inimigo” sempre que entrevista membros do governo.

Pois bem, em jeito provocatório, a senhora apresentadora encurralou o nosso mui digníssimo representante para as maleitas quando, sem apelo nem agravo, lhe atirou com um “como quer que alguém que ganhe 600 euros por mês consiga pagar todas as taxas impostas na saúde, agora que vão ser pagos os internamentos?”.

O ministro, brilhante, retorquiu com valentia e saber, munido do mais exacto e matemático dos argumentos, fazendo jus à sua fama de cientista: “sabe quanto é que essas pessoas gastam em cigarros, ou em cinema? Quanto é que isso dá ao fim do mês?”. Meus amigos, este é O Argumento. Não é um daqueles argumentozinhos poluídos de saber empírico que se escutam na tasca da esquina com a cerveja do fim de tarde! Esta é a verdade.

A meu ver, o ministro apenas pecou por escassez. Quem diz tabaco ou cinema pode dizer também prostitutas ou teatro. Ou vinho ou livros. Essa gente dos 600 euros mensais gosta é de luxos e vícios e assim viver à custa dos outros, comer com o que os outros ganham. 600 euros mensais??? 600 euros comensais, meus amigos!

Agora que alguns já deturpam o meu texto, acusando-me de extremista, para esses dou outro exemplo. De facto, não é necessário fazer insinuações torpes sobre os hábitos de consumo da malta abaixo dos 750. Talvez tenha exagerado ao insinuar que eles gastam o seu dinheiro em teatro… Mas peguemos em bens úteis: o queijo, por exemplo. Será que quem se queixa das taxas elevadas da saúde compra queijo corrente? Daquele da marca do supermercado? Não me parece, meus caros. Noutro dia vi uma senhora a comprar queijo de marca, francês, com um nome que ela de certeza nem saberia pronunciar, ou se sabe é porque lá esteve emigrada e, nesse caso não sabe dizer queijo em português. Olhei de alto a baixo para a senhora e reparei no aspecto lúgubre dos seus trajes, no cabelo de 3 semanas sem cabeleireiro e na chinela que escondia uma meia de algodão que dá pela canela. Uma dos 600 euros comensais, pensei. Ou até uma pensionista! Mas o queijo não era normal, não era de bola. Nem sequer era meia bola. Não era um quarto ou uma daquelas fatias triangulares, já embrulhadas, onde pagamos quase tanto como por uma bola inteira. Era fatiado! A senhora comprou queijo fatiado. E agora perguntam-se vocês, em pleno choque, quantas fatias vi eu a menina do supermercado a servir à senhora? Pois bem, meus caros, é melhor sentarem-se. Nenhuma! A menina não cortou nenhuma fatia! A senhora comprou queijo fatiado daqueles pré-embalados pela marca!!! O queijo mais caro de todo o supermercado em relação à quantidade comprada! As fatias vêm separadas por finos separadores em plástico e estão prontas a ser servidas no pão. Pão de sementes de girassol, por certo!

E esta Dona Judite? Estava à espera desta? Vai dizer que esta senhora não pode pagar taxas mais elevadas pelo serviço de saúde? I rest my case! E o do ministro já agora. Por falar em ministro, espero que ele venha a ler este texto e, como tal, ganhar novos argumentos para agravar ainda mais as taxas moderadoras da saúde - como é de bom tom.

Em último caso, pode-se dar o acontecimento inédito de um queijo influenciar um orçamento de estado.

11/10/2006

Humor

Na Revista Tabu, do Sol, Mário Cesariny, aos 83 anos:
“P.: Acredita na imortalidade?
R.: Não sei. Quando lá chegar, eu telefono.”

10/10/2006

Carnívoras


Sarraceniaceae
Esta família consiste de plantas carnívoras com folhas saindo de um rizoma subterrâneo, folhas estas unidas pelas bordas formando um comprido jarro, semelhante aquele da família Nepenthaceae. Compreende os gêneros 'Sarracenia', 'Darlingtonia' (ambas naturais da América do Norte), e Heliamphora (natural da América do Sul), todos estes gêneros semelhantes entre si, diferindo mais explicitamente apenas na estrutura do prolongamento superior da armadilha (a "tampa"). Encontradas na sua maioria em climas temperados, as plantas entram em um período de dormência nas épocas mais frias do ano, o que pode assustar bastante cultivadores inexperientes.


Nepenthaceae
As plantas desta família possuem na ponta de suas folhas estruturas semelhantes a jarros, sendo na verdade continuações da própria folha modificadas, com as bordas do limbo unidas formando uma ânfora. Sobre a abertura desta ânfora encontra-se uma estrutura semelhante a uma "tampa", normalmente colorida, servindo de proteção estática para que a armadilha não se encharque. Isso faz com que apenas uma porção de líquido encontre-se em seu interior, e é neste líquido que insetos, aranhas, e mesmo pequenos pássaros ficam presos ao escorregarem para dentro do tubo - atraídos pelas cores e pelo brilho de glândulas situadas na base da tampa. Uma vez dentro, uma parede cerosa e pêlos no interior da folha voltados para baixo evitam que esta possa ser escalada, e ali os animais são digeridos. Esta família possui os maiores espécimes de plantas carnívoras, e tem a forma de uma trepadeira (sendo que a estrutura entre a folha e a armadilha atua na sustentação da planta, de maneira análoga às gavinhas das uvas).

06/10/2006

Escrito por outros posto por mim. ParteII


“Num hall de um prédio de apartamentos, quatro pessoas ficam presas durante toda a noite.
O encontro de quatro almas, com os seus desejos e segredos.
Esta não é uma história de partilha, esta é uma história sórdida.
Uma viagem ao dark side da natureza humana.
Até onde está um homem disposto a descer para proteger o conteúdo do seu saco do lixo?”

by Ricardo Alves

02/10/2006

Depois do sucesso da 1ª... A expectativa da 2ª

REUNIÃO DE CONDOMÍNIO
Convocatória
Prezado Senhor Condómino,
Os abaixo assinados, representando um quarto (1/4) do condomínio (ou mais de um quarto do condomínio) do Edifício Estúdio 112, sito na rua 31 de Janeiro, nº 97, convocam V.Ex., nos termos do art. 25 da Lei nº 4.591, de 16 de Dezembro de 1964, para uma Assembleia Geral Extraordinária a realizar no Labirintho Bar, a partir das 23.30 horas do dia 4 de Outubro, a fim de deliberarem sobre a matéria da seguinte ordem do dia:

1 - Estreia e temporada da peça “Armadilha para Condóminos”
2 – Escolhas musicais de Ricardo Alves, Ivo Bastos e Rodrigo Santos

Em relação ao ponto 1 pouco haverá a dizer. À data será um dado adquirido. Em relação ao ponto dois, mais se acrescenta que, estas escolhas serão postas em apreciação no próprio local. Sendo que as influências dos Dj´s passam, e por ordem de actuação, por:

- Dj Barbas Taliban – Glamour Naftaline


- Dj Estrica Bastiano – Skanzione AgróPopulare


- Dj Róró Navalheira – NéoRócócóUrbano

A vossa presença será para nós um prazer!
Se não houver número para a reunião da Assembleia, em primeira convocação, instalar-se-á em segunda, com qualquer número, às 23:31 horas.Por isso não vale a pena boicotar esta reunião, ela realizar-se-á na mesma. E como eu sempre digo:” Se não os vences reúne-te com eles”!

Assinaturas dos Condóminos convocantes.
Barbas

Róró
Bico Tico Rico
Dótóre
Abatjour
Pvc
Roni
Muito engrandecidos, os sempre vossos Palmilhas.