31/07/2006

Desgraçada...

"NÃO TENHO NADA
MAS TENHO, TENHO TUDO
SOU RICA EM SONHOS
E POBRE, POBRE EM OURO"
Pobre moça, para além de desgraçadinha na novela, nas músicas é ingénua e gagueja...

29/07/2006

Sub júdice

José Miguel Júdice quer mudar o Estatuto da Ordem dos Advogados.
O Advogado está a ser alvo de um mediático processo disciplinar por parte da entidade reguladora da profissão por ter dito que o Estado deveria contratar apenas as três maiores sociedades de advogados do país, entre as quais a sua, para resolução de questões jurídicas. Esta declaração, que demonstra que o altruísta Júdice apenas quer o que é melhor para o Estado – afinal se são as maiores têm necessariamente de ser as melhores – foi mal interpretada, vergonhosamente e intencionalmente mal interpretada, pela classe. Eles, os outros, os pequenitos, fizeram lobby junto do Conselho de Deontologia da Ordem dos Advogados e deu nisto! Manifs na Ordem! Onde é que já se viu? Daqui a pouco querem pleitear sem toga! Jacobinos! Bom, o que é certo é que o Conselho lá caiu na esparrela e instaurou um processo ao Júdice. Na sua defesa, o advogado falou, falou e falou, defendendo-se como pôde dos ataques dos inquiridores. Tanto falou, que passada a meia-hora foi interrompido por um dos membros do Conselho que lhe disse que o tempo tinha acabado. O Advogado, e bem, não se calou e prosseguiu com a sua defesa. O Conselho levantou-se e saiu da sala. E agora aguarda-se decisão.
José Miguel Júdice quer, então, mudar o Estatuto da Ordem dos Advogados. Segundo palavras do próprio: “O meu processo demonstrou a necessidade de consagrar três princípios fundamentais: a igualdade de armas, o contraditório pleno e a impossibilidade de punir alguém por algo de que não foi acusado.”
E agora, certamente, virão vozes discordantes dizer barbaridades destas:
- Mas então ele não foi Bastonário antes do que lá está?
- Mas não há sempre alterações ao Estatuto, mesmo no período em que ele era Bastonário?
- Isto já não era assim nessa altura?
- O Júdice é aquele de barbas não é?
- O actual bastonário, também presidente da mesa da AG do Sporting, não era porta-voz do Júdice no seu mandato?
- Não foi o candidato da continuidade, apoiado pelo Júdice?
- Sabem o que são mil advogados amarrados no fundo do mar?
- Um advogado, na defesa do seu constituinte, não tem, também em tribunal, apenas meia hora para alegar, em alguns tipos de processos?
- Os outros advogados também não têm apenas meia hora para alegar nos processos disciplinares?
- Sabem quando é que está mesmo, mesmo, muito frio?
- Mas então o Júdice não está sujeito às mesmas regras do povo em geral e dos restantes colegas ao ter apenas meia hora para alegações?

Está, meus amigos! Mas não devia! Afinal, ele é dono de uma das três maiores sociedades de advogados do país…

27/07/2006

Esclarecimento

As informações falaciosas também nos afectam... Manuel Alegre afinal não recebe os três mil e tal euros de reforma apenas por ter trabalhado uns meses na rádio. O que recebe é legal e diz respeito a anos e anos de descontos para a Função Pública. O PS mobilizou-se e insurgiu-se contra as notícias. Mas será mais uma vez a comunicação social a culpada, ou será a Caixa de Aposentações? Nem os organismos estaduais são fidedignos? Estou desiludido. E eu que acreditava tanto, por exemplo, nos relatórios do Banco de Portugal... Mal por mal, em vez de ler relatórios oficiais, leio as notícias tratadas nos jornais, que sempre são graficamente mais atraentes.
Esclareci tudo, também, aos meus avós. Eles não concordam, ainda assim, com a reforma do poeta. Fascistas? Prosaicos? Adeptos da barba aparada? Não... Reformados!

25/07/2006

Culturas

Vá! Não podemos ser assim tão mauzinhos... Ainda há quem admita gastar dinheiro com a cultura! Como neste exemplo. Tudo bem que não foi a Câmara do Porto, mas sector público é sector público! Estejamos gratos!

Como eu gosto dele

Estarão as escolas do Porto a cair de podres ou gastará a Câmara do Porto mais dinheiro na compra de clips do que a apoiar velhinhos cegos, de nome Venceslau, a comprar aparelhos auditivos?

Eu me confesso, adoro demagogia, é a disciplina da alta politica nacional que mais me seduz. Eu quando for grande quero ser um grande demagogo.
É fascinante as coisas que se conseguem dizer com as palavras bem alinhadas. Se inspirado, um bom demagogo, consegue convencer Jesus que o culpado do mau negocio que Judas fez não é outro senão ele, produto que não se soube valorizar. Só 13 moedas?

Eu proponho já que a câmara não compre nem mais um clip. É prova de grande irresponsabilidade politica e insensibilidade social que o actual executivo camarário portuense permita que se gaste mais dinheiro na aquisição de clips do que a apoiar velhinhos cegos, de nome Venceslau, a comprar os seus aparelhos auditivos. E isto é um facto. E eu só me calarei com esta justa exigência no dia em que alguém me provar por números que estou errado.

Se alguém ler isto e conhecer o senhor presidente, por favor, alerte-o desta terrível injustiça que em seu nome está a ser cometida. Urge estancar este desatino moral que a Câmara do Porto, seguramente inconscientemente, está a cometer. É coisa própria de energúmenos (ups, escapou-me). Eu por mim, e se pudesse tentaria fazer alguma coisa, mas infelizmente não fui eleito, até ás próximas eleições estou inibido de tomar decisões. "quem tem de tomar decisões é quem foi eleito". A nós, os não eleitos resta-nos abanar a cabeça e dizer Mééééé!

E depois é o facto do senhor ser economista. Os engenheiros adoram fazer intrincadas pecinhas de metal para funções estranhas como abrir tampas de esgoto. Os economistas têm um hábito ainda pior: são capazes de gastar cinco mil euros se no balancete corrente conseguirem provar que pouparam 5 cêntimos.

23/07/2006

A vida é algo mais

A partir de hoje, dia 23, às 24h00
Abaixo assinado online pelo Rivoli
www.juntosnorivoli.com


O homem tem um sonho. Devemos respeitar os sonhos dos homens. Excepto quando os sonhos de um homem são o pesadelo de muitos.

Ele deve sonhar com uma câmara economicamente rentável numa cidade socialmente parada, onde os jornais apenas tenham uma fonte de informação - o Site da Câmara Municipal do Porto.

Por ele vendia-se a Casa da Música, exportava-se o metro, os cidadãos recebiam um mapa com a localização da Lipor e aos domingos alegremente lá íamos todos entregar os nossos saquinhos de lixo. E esse seria o ponto alto da nossa semana. Uma vez por ano uma corrida de popós antigos e todo ano umas esculturas pirosa de néon espalhadas pela cidade tentariam dar-nos a ilusão de que natal é todo ano é quando o senhor presidente da câmara quiser.

Não é a vida dos agentes culturais da cidade que está em risco, é a vida cultural da cidade. Sendo que assistir a um espectáculo não é apenas fruição, é acima de tudo a preparação do individuo para a vida na polis. Deve ser isso que o incomoda.

E o mais triste é perceber que o discurso de que não há dinheiro para a cultura e para dar leite às criancinhas vinga e tem adeptos.

Fechou o museu da industria, tirou ao conservatório o terreno que lhe tinha sido entregue, desinvestiu no Teatro do Campo Alegre matando uma lógica de programação que crescia, desinvestiu no Rivoli Teatro Municipal até este se tornar numa casa de acolhimento, cortou todos os apoios às companhias de teatro e dança da cidade, incluindo apoios logísticos.

Fez exactamente o que prometeu, puxou da calculadora.

E daqui a 3 anos volta alegremente a ganhar.

Não vamos esperar que ele se vá, o Porto não pode parar.

19/07/2006

Dica da Semana

Esta semana ficámos com a dica do Dr. Rui Rio (Pres. da C.M. do Porto), que nos aconselha dois títulos de Woody Allen. O primeiro é um livro, que de momento lhe faz companhia na sua mesinha de cabeceira: "Getting Even" com o título em português "Para acabar de vez com a cultura".
O segundo é um filme que marcou a sua juventude e que o incentivou a abraçar a vida política! Com um homem tão completo como o Dr. Rui Rio a cultura no Porto não tem nada a temer, ele trata-lhe da saúde!

18/07/2006

PROPOSTAS PARA UMA NOVA DRAMATURGIA

Fig.1 : O "qjo"


Acordemos o seguinte: "Qjo" serve na perfeição como abreviatura para "Queijo"!
Convém lembrar que tal evolução não surge aqui por "dá cá aquela palha!". Este avanço na linguagem - sugerido por nós - inscreve-se nas grandes linhas motoras das convulsões lexicais que abanaram as estruturas da escrita, ao longo do séc.XX e durante a alvorada do séc.XXI - sempre apoiado nas novas tecnologias, como tão bem ficou patente em "O Manifesto da Amélia" (Vide blogus mais abaixum).
Recordemos, pois, casos de abreviaturas famosas, como o "Fds" - para "fim- de-semana" -, "Qdo" - para "quando" - ou até mesmo o famigerado "bjo" - para "beijo". Estes "atalhos" da linguagem continuam a supreender-nos dia após dia, não só pela sua eficiência mas também pela tenacidade com que se impõem fazendo uso de tão poucos recursos literários.
Tais exemplos não passaram, então, despercebidos aos elementos mais visionários da Companhia deste blog, que, ávida e prontamente, se lançaram nesta grande empresa que é encontrar novos caminhos para as letras dos nossos dias.
A nossa proposta é arrojada, mas segura. E firme, na crença de que todos juntos podemos fazer com que, de hoje para amanhã, todo o mundo lusófono passe a abreviar o estafado e bafiento "queijo" com a dinâmica e fluente trindade lexical de "qjo".

Acreditem! Juntos vamos operar esta revolução!
CYA ;)

Manual de instruções



Será que o Señor Danger está interessado em aprender algo sobre diplomacia ou o manual é apenas uma "orietação média" para saber ligar e desligar microfones?

05/07/2006



O Teatro da Palmilha Dentada apresenta
"OS PIRATAS DO FIO D'ÁGUA"




“A pistola como tudo nesta vida, tem um lado bom e um mau. O lado bom é onde se segura e o lado mau é por onde sai a bala. A vida vos ensinará a manterem-se sempre do lado bom da pistola, e se a vida for incapaz de vos ensinar rapidamente é prova que escuso eu de gastar o meu tempo nisso.”In “A Arte do Corso” de Capitão Raimundo.

Esta foi a primeira produção do Teatro da Palmilha Dentada, estreada no Porto, a 31 de Agosto de 2001. Já nessa altura era evidente que a nossa intenção era fazer espectáculos com rodas.
Trata-se de um espectáculo de rua - desde que a mesma seja plana - com três piratas, seis ratos, uma boneca de trapos, muito rum e a possibilidade de ver Shakespeare ou até GilVicente.
Local: Guimarães (Largo da Oliveira)
Datas: 7 e 8 de Julho de 2006
Hora: 22h00min
Texto e encenação: Ricardo Alves
Interpretação: Ivo Bastos e Rodrigo Santos
Construção cenográfica: Ricardo Alves, Sandra Neves, Ivo Bastos, Rodrigo Santos, Rui Dourado e Sabino Pires
Figurino do Capitão Raimundo: Manuela Bronze
Operação técnica: Helena Fortuna
Fotografias: Bruno Carvalho

04/07/2006

Boby na avenida dos subsídios

Caros leitores cibernéticos, leitores de WAP, blogleitores, leitores que lêem o texto depois de imprimido e que teoricamente já não serão blogleitores, leitores que têm alguém a ler-lhes o texto porque não podem ou não sabem ler e que apesar de não serem leitores strictu sensu são-no latu sensu, leitores em geral, Heitores porque é uma palavra tão parecida com leitores e nós queremos que esta comunicação chegue a tanta gente que não podemos descurá-los, enfim, todas as pessoas que gostam de nós ou que pelos menos nos lêem, e, finalmente, pessoal médico especializado que por prestar cuidados em instituições onde estão internadas todas as pessoas supra referidas também terá acesso ao texto, pessoal médico que terá de tratar deste pessoal médico que por ler o texto acabou também por ser internado e assim sucessivamente,

Venho por esta forma esclarecer que não me revejo no texto da Palmilha Esquerda. Concordo em absoluto que apenas se dê subsídios a associações que não maldigam a pena que assinou o cheque! Convido os caros leitores e Heitores a seguirem este meu raciocínio: estamos na rua a passear, sei lá, nos Aliados por exemplo, quando do meio da frondosa vegetação da magnífica avenida aparecem dois canitos esfomeados (sim, porque não encontraram o lixo de outros tempos no chão da cidade, já que os serviços de limpeza são de uma eficiência absoluta) e naquele raro espaço de segundos entre um cão vadio aparecer no Porto e ser apanhado pelo canil, os cães dão à cauda, levantam as patinhas da frente e fazem aquelas trenguices do costume. Mais enternecido do que entusiasmado com o truque – convenhamos… quantos cães não há por aí a fazer estes truques que são sempre iguais? E nós damos-lhes comida porquê? Por pena! – um dos Heitores dá-he um biscoito. O cão, depois de comer meio biscoito enterra o resto para um dia mais tarde acabar, quando o que o Heitor visou ao dar-lhe o biscoito era que ele o comesse ali, na hora, mas não tem mal! Que fique para um dia mais tarde! Fecha-se os olhos a isso! Não se vai lá desenterrar o biscoito. Até porque o sacanita vem depois lamber-lhe a mão em agradecimento. Agora imaginemos que o leitor dá um biscoito ao outro cão. Este come-o e de seguida urina no sapato do leitor. O leitor daria um novo biscoito a este cão? Ou daria um biscoito ao cão do Heitor? É óbvio que não daria um biscoito ao segundo cão! Aliás, se fosse esperto, atiraria um biscoito para o meio da rua na esperança de que o cão, estúpido (os cães que urinam e não lambem mãos são cientificamente considerados mais estúpidos), ao correr para apanhá-lo, fosse colhido por um Bentley “Old Mother Gun” de 1928 ou por um Oldsmobile de 1935 que, ocasionalmente, circulassem nas ruas do Porto. É também óbvio que daria um biscoito ao simpático cão que não lhe mija no sapato e lhe lambe a mão. As lambidelas são tão agradáveis! Fazem cócegas nas palmas das mãos, palmas que se juntarão e separarão repetidamente ao assistir ao próximo levantar de patas e abanar de cauda.